Conta de água pressiona condomínios no Rio: entenda o impacto da tarifa mínima
A conta de água tem ganhado cada vez mais peso no orçamento dos condomínios no Rio de Janeiro. Segundo a Abadi, essa despesa, que antes representava cerca de 7% dos custos mensais, já pode ultrapassar 45% do orçamento condominial em alguns casos. Esse cenário tem impacto direto no valor das cotas pagas por moradores e usuários dos imóveis, tornando o tema cada vez mais relevante para a gestão financeira dos empreendimentos. Como funciona a tarifa mínima O principal fator por trás desse aumento é o modelo conhecido como tarifa mínima por economia. Na prática, isso significa que: . Cada unidade do condomínio possui um valor mínimo de consumo definido . Em prédios com hidrômetro coletivo, essa tarifa mínima é multiplicada pelo número de unidades . A cobrança ocorre independentemente do consumo real registrado Além disso, o modelo considera um consumo mínimo de: . 15 m³ para imóveis residenciais . 20 m³ para imóveis comerciais Ou seja, mesmo que o consumo efetivo seja menor, o condomínio continua pagando esse valor mínimo estabelecido. Impacto nos condomínios O efeito desse modelo é mais evidente em situações como: . Condomínios com baixo consumo de água . Unidades desocupadas . Empreendimentos sem medição individualizada Segundo estimativas do setor, cerca de 70% dos prédios no Rio de Janeiro ainda utilizam hidrômetro coletivo, o que amplia a exposição a esse tipo de cobrança. Diferenças em relação a outros estados Levantamentos da Abadi indicam que o modelo aplicado no Rio de Janeiro pode gerar valores significativamente mais altos em comparação com outros estados. Em alguns cenários, a cobrança pode ser: . Até 14 vezes maior que em Minas Gerais . 11 vezes superior à do Paraná . 6 vezes maior que em São Paulo . 3 vezes maior que no Rio Grande do Sul Em um exemplo citado, um prédio comercial com 10 unidades pode ter uma cobrança mínima mensal de aproximadamente R$ 9.200 no Rio de Janeiro, enquanto em outros estados os valores são consideravelmente inferiores. Debate sobre o modelo de cobrança O tema tem mobilizado entidades do setor, administradoras e representantes do mercado imobiliário. A Abadi, em conjunto com o Secovi Rio, protocolou pedido junto à Agenersa para revisão do modelo de cobrança de água e esgoto no estado. Também foi criada uma mobilização pública para ampliar o debate sobre o tema: clique aqui e saiba mais sobre o abaixo-assinado Paralelamente, o assunto ganhou novos desdobramentos após decisão do STJ, que validou a legalidade da tarifa mínima, reforçando o modelo atualmente aplicado. O que está em discussão A principal proposta defendida por entidades do setor é a adoção de um modelo baseado no consumo real, especialmente em condomínios com hidrômetro coletivo. Por outro lado, as concessionárias apontam que a tarifa mínima está prevista nos contratos de concessão, é aplicada nacionalmente e contribui para a manutenção e os investimentos no sistema de abastecimento. Enquanto o tema segue em análise por órgãos reguladores, o impacto nas despesas condominiais continua sendo acompanhado de perto pelo mercado. Atenção à gestão de custos Diante desse cenário, a conta de água passa a ocupar um papel cada vez mais relevante no planejamento financeiro dos condomínios. A compreensão do modelo de cobrança e do seu impacto é fundamental para acompanhar a evolução das despesas e entender as variações nas cotas condominiais ao longo do tempo.A conta de água tem ganhado cada vez mais peso no orçamento dos condomínios no Rio de Janeiro. Segundo a Abadi, essa despesa, que antes representava cerca de 7% dos custos mensais, já pode ultrapassar 45% do orçamento condominial em alguns casos. Esse cenário tem impacto direto no valor das cotas pagas por moradores e usuários dos imóveis, tornando o tema cada vez mais relevante para a gestão financeira dos empreendimentos.









