O El Niño já está configurado e deve permanecer ativo até o início de 2027, trazendo um novo alerta para os condomínios sobre a importância da manutenção preventiva e da preparação para eventos climáticos extremos.
Segundo projeções apresentadas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe), há 81% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro, novembro e dezembro, com possibilidade de seus efeitos se estenderem pelo verão.
Para os condomínios, a atenção deve estar principalmente nos impactos que períodos de calor intenso, tempestades e ventos fortes podem provocar na infraestrutura e na rotina dos moradores.
O que é o Super El Niño?
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Quando o fenômeno alcança maior intensidade, seus efeitos podem alterar os padrões de temperatura e de chuva em diferentes regiões do Brasil.
Os impactos não são iguais em todo o país. Enquanto algumas regiões podem enfrentar chuvas acima da média, outras podem registrar períodos mais secos e temperaturas elevadas. No Sudeste, a previsão apresentada aponta para chuvas próximas à média histórica, mas com temperaturas mais elevadas.
Quais os impactos do El Niño nos condomínios?
Eventos climáticos mais intensos podem acelerar o desgaste da infraestrutura dos edifícios e aumentar os riscos de acidentes e prejuízos.
Entre os principais pontos de atenção para os condomínios estão:
- alagamentos em garagens, subsolos e áreas comuns;
- destelhamentos e danos provocados por ventos fortes;
- quedas de árvores e galhos;
- problemas em fachadas, janelas e esquadrias;
- sobrecarga dos sistemas elétricos em períodos de calor intenso;
- interrupções no fornecimento de energia;
- problemas nos sistemas de drenagem durante chuvas intensas;
- riscos maiores em condomínios próximos a encostas e áreas suscetíveis a deslizamentos.
Por isso, a preparação deve acontecer antes dos períodos considerados mais críticos.
Como preparar o condomínio?
A manutenção preventiva é uma das principais medidas para reduzir os riscos. O condomínio deve identificar suas vulnerabilidades e revisar os equipamentos e estruturas mais expostos às condições climáticas.
1. Limpe calhas, ralos e sistemas de drenagem
Calhas, grelhas e ralos devem permanecer desobstruídos para facilitar o escoamento da água e reduzir o risco de alagamentos.
2. Teste bombas de recalque e sucção
Condomínios com garagens subterrâneas e subsolos devem verificar o funcionamento elétrico e mecânico das bombas utilizadas para retirada de água.
3. Revise geradores e sistemas elétricos
Geradores devem passar por manutenção e testes periódicos. Também é importante verificar as condições do sistema elétrico e dos dispositivos de segurança dos elevadores.
4. Verifique o sistema de para-raios
O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) deve estar em boas condições e passar pelas verificações técnicas necessárias.
5. Avalie árvores e áreas externas
Árvores e galhos que possam oferecer risco a moradores, veículos ou à rede elétrica precisam ser avaliados. Quando necessário, a poda deve seguir os procedimentos e autorizações aplicáveis.
6. Inspecione telhados, fachadas e esquadrias
Telhas, revestimentos, vedações e outros elementos expostos às chuvas e aos ventos merecem atenção especial antes dos períodos mais críticos.
Plano de emergência e comunicação também são importantes
A preparação não deve ficar restrita à manutenção predial. O condomínio pode estabelecer procedimentos para situações de emergência, manter uma rede de prestadores de serviço e orientar funcionários e moradores sobre como agir diante de chuvas intensas, ventanias, quedas de energia ou outros eventos.
Também é recomendado acompanhar os alertas meteorológicos e da Defesa Civil para antecipar medidas quando houver previsão de condições adversas.
Seguro do condomínio merece atenção
Outro ponto importante é verificar as condições da apólice de seguro do condomínio. Algumas coberturas relacionadas a eventos climáticos podem ter condições específicas, limites de indenização ou exclusões.
Por isso, é importante conhecer as coberturas contratadas e verificar se elas estão adequadas aos riscos aos quais o condomínio está exposto.
Prevenção deve começar antes do período mais crítico
Com a previsão de fortalecimento do El Niño nos próximos meses, o momento é de antecipar manutenções e revisar os procedimentos de emergência do condomínio.
Identificar vulnerabilidades, manter equipamentos em boas condições, acompanhar os alertas meteorológicos e orientar moradores e funcionários são medidas que podem contribuir para reduzir riscos ao patrimônio e, principalmente, à segurança das pessoas.
Fonte: CPTEC/Inpe e SíndicoNet.




