O mês de outubro ganhou um significado especial ao redor do mundo: o de cuidar, informar e salvar vidas. O movimento Outubro Rosa surgiu na década de 1990 nos Estados Unidos, com o objetivo de conscientizar a população, especialmente as mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Desde então, o movimento se espalhou globalmente e se tornou um símbolo de esperança, força e união na luta contra o câncer de mama. Durante esse mês, diversos prédios são iluminados de rosa, campanhas ganham força nas mídias e especialistas se unem para reforçar a importância do cuidado com a saúde da mulher.
Para contribuir com essa missão, a Acir Administradora conversou com a Dra. Alexandra Boiteux, oncologista com mais de 20 anos de experiência e reuniu respostas para as dúvidas mais comuns sobre o câncer de mama. A seguir, você confere as perguntas e as orientações na íntegra:
1) Quais são os principais sinais e sintomas do câncer de mama que toda mulher deve observar?
Os principais sintomas são nódulos ou caroços nas mamas ou axilas, alterações na pele da mama como vermelhidão, inchaço ou retração, alterações no mamilo como inversões, descamação, coceira ou saída de secreção; mudança no formato ou tamanho da mama.
2) Existe uma idade ideal para começar o autoexame e exames de imagem como mamografia?
O autoexame pode ser realizado a partir dos 18 anos de idade, sempre após o ciclo menstrual. A mamografia está preconizada para mulheres após os 50 anos e até os 69 anos. Antes e após estas idades, a realização do exame deve ser individualizada conforme orientação médica. Pacientes com alto risco (história familiar de câncer de mama, por exemplo) devem iniciar aos 40 anos.
3) Existe alguma faixa de idade de maior incidência da doença?
O maior risco está entre 50 e 69 anos de idade.
4) Quais fatores podem aumentar o risco da doença se desenvolver?
Existem 2 tipos de fatores: a) Fatores não modificáveis como idade, sexo, história familiar e genética, menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia, exposição à radiação; b) Fatores modificáveis: obesidade, consumo de álcool, sedentarismo, alimentação pobre em fibras, tabagismo, terapia de reposição hormonal, uso prolongado de anticoncepcionais, primeira gravidez tardia ou não ter tido filhos e não ter amamentando.
5) Mulheres que fazem reposição hormonal apresentam maiores riscos de desenvolver a doença?
Sim, o risco aumenta em torno de 20%, que é somado ao risco individualizado de cada pessoa.
6) Quais são os tratamentos mais comuns para a doença?
Os mais comuns são cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Atualmente temos outros tratamentos como a imunoterapia.
7) Quais são os possíveis efeitos colaterais do tratamento e como fazer para diminuí-los?
Efeitos colaterais dos tratamentos:
a) Quimioterapia – náuseas, vômitos, queda de cabelo e diminuição da imunidade
b) Radioterapia – queimaduras na pele.
c) Hormonioterapia – fogachos, osteoporose, dores articulares (vai depender da medicação utilizada)
Para diminuir os efeitos colaterais podem-se utilizar medicamentos para enjoo e aumento da imunidade; pomadas na pele; medicamentos para osteoporose. A atividade física e a alimentação saudável também são grandes aliadas para minimizar efeitos colaterais dos tratamentos.
Cuidar-se é um gesto de amor
O câncer de mama tem tratamento e, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são muito maiores. Por isso, informar-se, realizar os exames de rotina e estar atenta aos sinais do corpo são atitudes essenciais para a saúde da mulher.
Neste Outubro Rosa, a Acir reforça seu compromisso com a conscientização e o bem-estar. Compartilhe estas informações com outras mulheres — elas podem fazer toda a diferença.
Cuide-se, ame-se, previna-se. Sempre é tempo de olhar com carinho para si mesma.
Fonte: Acir Administradora, com a colaboração da Dra. Alexandra Boiteux.




